
“Pretendemos realizar a terceira edição para um público bem maior, que vai curtir muito mais bandas. No ano passado fizemos com 4 bandas. Este ano com 12. A tendência é nos organizar e nos associar a bandas e outras produções cada vez mais”, disse um dos realizadores do evento, Marlo Simaskowsk, do Natora Coletivo. O grupo fez a primeira edição do festival ano passado com menos bandas e este ano conseguiu inscrever 200 novos trabalhos do Brasil.
Ontem, última noite do Grito, cinco bandas mostraram como trabalhos autorais podem sim construir novos públicos a partir de um trabalho colaborativo e de larga divulgação virtual. “Nosso Twitter ficou entre os mais populares, por cinco dias seguidos, no trending topics local. Ficamos ao lado de nomes que envolvem comunicação de massa, como o do Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e o Treze Futebol Clube”, completou.
Os shows
Uma noite indecisa, com céu nublado, mas um calorão, foi o cenário para a banda Caapora (http://toquenobrasil.com.br/rede/thiagobarba), de Recife-PE, detonar. O show foi cheio de instrumentos, uma fusão agradável, que fez o público responder dançando um forró roqueiro, com zabumba e guitarra dialogando numa boa.

O Sertão paraibano foi bem representado logo em seguida, com a banda Vismundo (http://www.myspace.com/vismundo), um rock que mistura baladas com solos menos frenéticos.

A mesma linha musical deu sequência com o rock feminino das Senhoritas (http://www.myspace.com/senhoritas), que agora tem um senhorito, o guitarrista Índio. “O show foi muito bom, a galera curtiu, foi chorável”, como brincou a baterista Sara.

Já a outra visitante, a banda Eak (http://www.bandaeek.com/), de Maceió-AL, também não deixou por menos a expressão roqueira. Poucos vocais e solos de guitarra trabalhados pra pular. Essa é a fórmula simples do trabalho, que também está em turnê pelos outros palcos do Grito Rock.

A última banda da noite, diretamente de Campina Grande, o Armazém da Melodia Incompleta (http://toquenobrasil.com.br/rede/igornobrega), surpreendeu o público com mais uma fusão de groove e cordas trabalhada com perspicácia. O power trio é feito com guitarra, baixo e bateria, que dá continuidade ao som instrumental com qualidade, como fez a extinta Aerotrio.
Apoios
Não poderíamos concluir um Grito Rock sem agradecer ao público, mas primeiramente a todos os integrantes do coletivo Natora (www.natoracoletivo.com.br), que tem gerado palcos alternativos e linkado Campina Grande ao circuito Fora do Eixo. A Abrafin também foi outra parceira importante, que dá a mão a essas iniciativas da cultura independente, bem como o suporte do Toque no Brasil, que faz a inscrição virtual das bandas.
Durante o Grito Rock Campina Grande várias iniciativas da cidade apoiaram a ideia, divulgando o evento em suas redes. A revista fmq? é uma delas, que colocou à venda sua quarta edição no festival. O blog De acordo com deu uma divulgada também, ajudando na assessoria de comunicação do Grito.
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