segunda-feira, 28 de março de 2011

Mais Rock em 2012

A realização do festival internacional Grito Rock em Campina Grande foi tão boa que o evento já foi agendado para o próximo ano. A segunda edição do Grito foi no Bronx Bar, que recebeu mais de 300 pessoas por noite. Foram 12 bandas escolhidas, que se apresentaram em dois dias de muito rock, que andou fusionado com o blues, o reggae, o jazz e até o forró.

Grito Rock Campina Grande - 2011

Pretendemos realizar a terceira edição para um público bem maior, que vai curtir muito mais bandas. No ano passado fizemos com 4 bandas. Este ano com 12. A tendência é nos organizar e nos associar a bandas e outras produções cada vez mais”, disse um dos realizadores do evento, Marlo Simaskowsk, do Natora Coletivo. O grupo fez a primeira edição do festival ano passado com menos bandas e este ano conseguiu inscrever 200 novos trabalhos do Brasil.

Ontem, última noite do Grito, cinco bandas mostraram como trabalhos autorais podem sim construir novos públicos a partir de um trabalho colaborativo e de larga divulgação virtual. “Nosso Twitter ficou entre os mais populares, por cinco dias seguidos, no trending topics local. Ficamos ao lado de nomes que envolvem comunicação de massa, como o do Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima e o Treze Futebol Clube”, completou.

Os shows

Uma noite indecisa, com céu nublado, mas um calorão, foi o cenário para a banda Caapora (http://toquenobrasil.com.br/rede/thiagobarba), de Recife-PE, detonar. O show foi cheio de instrumentos, uma fusão agradável, que fez o público responder dançando um forró roqueiro, com zabumba e guitarra dialogando numa boa.

Caapora - PE

O Sertão paraibano foi bem representado logo em seguida, com a banda Vismundo (http://www.myspace.com/vismundo), um rock que mistura baladas com solos menos frenéticos.

Vismundo - PB

A mesma linha musical deu sequência com o rock feminino das Senhoritas (http://www.myspace.com/senhoritas), que agora tem um senhorito, o guitarrista Índio. “O show foi muito bom, a galera curtiu, foi chorável”, como brincou a baterista Sara.

Senhoritas - PB

Já a outra visitante, a banda Eak (http://www.bandaeek.com/), de Maceió-AL, também não deixou por menos a expressão roqueira. Poucos vocais e solos de guitarra trabalhados pra pular. Essa é a fórmula simples do trabalho, que também está em turnê pelos outros palcos do Grito Rock.

Armazém da Melodia Incompleta - PB

A última banda da noite, diretamente de Campina Grande, o Armazém da Melodia Incompleta (http://toquenobrasil.com.br/rede/igornobrega), surpreendeu o público com mais uma fusão de groove e cordas trabalhada com perspicácia. O power trio é feito com guitarra, baixo e bateria, que dá continuidade ao som instrumental com qualidade, como fez a extinta Aerotrio.

Apoios

Não poderíamos concluir um Grito Rock sem agradecer ao público, mas primeiramente a todos os integrantes do coletivo Natora (www.natoracoletivo.com.br), que tem gerado palcos alternativos e linkado Campina Grande ao circuito Fora do Eixo. A Abrafin também foi outra parceira importante, que dá a mão a essas iniciativas da cultura independente, bem como o suporte do Toque no Brasil, que faz a inscrição virtual das bandas.

Durante o Grito Rock Campina Grande várias iniciativas da cidade apoiaram a ideia, divulgando o evento em suas redes. A revista fmq? é uma delas, que colocou à venda sua quarta edição no festival. O blog De acordo com deu uma divulgada também, ajudando na assessoria de comunicação do Grito.

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