terça-feira, 22 de março de 2011

'Dalva Suada' no Rock Serrano

“Mulher, de onde tu vens?”, perguntou o cara. Dalva, suada, respondeu: “Dum rock muito massa que tá rolando lá no Varadouro!”. O rock era tocado por ela mesma, uma banda com a fúria de todos os dedos, mãos e cabeças. Arrepiando instrumentos, sozinha, nas quebradas. Mas Dalva suada soa bem. Quer vê-la? Vai pra o Grito Rock Campina Grande, na próxima sexta-feira, 25, no Bronx Bar. A galera vai fazer um psicodélico latino rock inquieto.

Dalva Suada - PB (imagem: Rafael Passos)

A raça das guitarras e da batera da Dalva Suada são uma junção do frenesi das ruas com os experimentos humanos. Mostrar esse potencial de cordas e melodias provocativas é o desejo da Dalva. “Acreditamos que, por estarmos tão envolvidos com a música independente, é de extrema importância participar dos festivais e eventos que envolvam o tema. Procuramos participar do Grito Rock também pela divulgação”, explica o vocalista e guitarrista, Fea.

Ousados, os músicos desse novo trabalho paraibano resolveram apostar no StonerRock, um estilo que tem riffs de guitarra graves e lentos e traços psicodélicos. As influências setentistas e lisérgicas são tantas quanta a vontade de vibrar com o hard rock. Black Sabbath é um dos referenciais dos caras, entre outros. A Dalva é assim. Stoner e metal, com umas leves pitadas de blues. Como todo som brasileiro, fusionado na essência.

Há ainda uns toques bem pessoais no trabalho, como o calor, a “sensualidade-safadeza-cinismo” do jazz bass e a visceralidade do heavy funk. Além de títulos e letras enigmáticas, como “Leite de cabra” e “Sal de churrasco”. O som tem as características da música independente atual, jovem e livre, e cai bem num palco de um Grito Rock, numa serra.

“É incrível como o fluxo de bandas novas vem crescendo com os meses, sem contar com o aumento das oportunidades para uma boa divulgação e incentivo em festivais, editais etc.. O processo é lento e, às vezes, ilude. Não é fácil realizar a cultura de produção independente, mas tendo a cena como uma intensa fome de cultura que só diversifica as possibilidades, temos que continuar a trabalhar em prol das novas ideias”, disse o músico.


Com dois EPs produzidos, Dalva Suada também absorveu as boas influências de trabalhos contemporâneos como do Burro Morto (baixo), Dalila no Caos (guitarra), MotherHell (bateria), Afetamina (voz) e Cabeça de Galo (P.A., som e efeitos).

“O segundo EP foi finalizado há poucos dias. Com esse material em mãos, sem dúvida, são boas as perspectivas. A quantidade de festivais e contatos é imensa e tem que existir um material bem produzido, musical e físico, a ser apresentado... se não as tocadas não rolam!”, descontraiu. Vamos todos suar com a Dalva, lá no Grito Rock.

Confira mais sobre a Dalva Suada nos links abaixo:

Myspace || Twitter


@natoracoletivo || contato@natoracoletivo.com.br


2 comentários:

  1. O texto ficou muito bom, Valdívia. Só senti falta de uma apresentação dos integrantes ;)

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  2. Desculpe, Thais. Mas, o bom da interatividade virtual é o complemento. Então vou colar aqui a equipe Dalva Suada:

    Fea - Guitarras, Voz
    Pirez - Voz
    Daniel jesi - Baixo
    Gonzalez - Bateria
    Pepeu - Tecnico de som e efeitos

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