Mostrando postagens com marcador Sobre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sobre. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Natora Coletivo e o Circuito Fora do Eixo

O Natora Coletivo, estabelecido em Campina Grande(PB), é mais um ponto Fora do Eixo instalado no Brasil. Para entender um pouco mais sobre o Fora do Eixo, temos abaixo uma breve explicação do seu surgimento e das parcerias estabelecidas.

O que é o Circuito Fora do Eixo?


O Circuito Fora do Eixo é um caso claro de quando o todo é maior que a soma de suas partes. Em poucas palavras, é isso. Acrescentando-se mais algumas, fica assim:

Fundado no ano de 2005, o Circuito Fora do Eixo (CFE) é o organismo responsável pela idealização e realização do Festival Grito Rock América do Sul. Fruto da união de produtores independentes das cidades de Cuiabá (MT), Rio Branco (AC), Uberlândia (MG) e Londrina (PR), o CFE representa hoje a mais extensa rede independente de discussão e produção de ações voltadas para o fortalecimento da cadeia produtiva da cultura no país, através dos 45coletivos culturais já filiados – chamados Pontos Fora do Eixo – , distribuídos por cerca de 23 estados das 5 regiões do território nacional.

A rede cresceu e as relações de mercado se tornaram ainda mais favoráveis às pequenas iniciativas do setor da música, já que os novos desafios da indústria fonográfica em função da facilidade de acesso à qualquer informação criou solo ainda mais fértil para os pequenos empreendimentos, especialmente àqueles com características mais cooperativas.

Iniciativas como o Cubo Card, de Cuiabá, ou os festivais que se proliferavam em toda a rede mostraram ser possível produzir em escala auto-sustentável, pautando-se sobretudo no contato direto com produtores de outros estados, através de uma rede de informações e sob uma lógica da união de pequenos em prol de grandes ações.

Daí iniciativas como o Grito Rock América do Sul, que agora foca-se no avanço das relações com a América Latina, e também o Festival Fora do Eixo, que em 2008 será mais uma vez capitaneado em São Paulo, o maior centro logístico do país. Sem contar, finalmente, o Portal Fora do Eixo, que inaugurou uma tão almejada etapa de ocupação de espaços mais bem estruturada na web, facilitando assim o acesso do público ao numeroso banco de dados que vem sendo engendrado pelo circuito em todo o país.

A pesquisa e a produção de tecnologias sustentáveis, acessíveis, horizontalizadas e solidárias de produção e gestão cultural são o fio condutor das ações desse movimento, que trata ainda de democratizar e garantir o livre-acesso a toda informação produzida – planilhas, projetos, planejamentos, etc. – nos Blogs TECs, bancos de inteligência coletiva online.

Para nortear a simbiose de tantas realidades distintas, um corpo-comum: todos os Pontos são instituições formais ou informais sem fins lucrativos, seus quadros são formados por voluntários, militantes da Revolução pela Cultura e defensores da Economia Solidária enquanto ferramenta de renovação de paradigmas e remoção de ferrugem social.

Sobre o Natora Coletivo

Ingressando na atual cena independente brasileira, surge em Campina Grande(PB), o Natora Coletivo. O grupo foi criado com o objetivo de promover a circulação, a visibilidade e o estímulo à produção de cultura independente campinense e fortalecer o circuito alternativo paraibano.

Trabalhando conjuntamente com o Fora do Eixo e com mais de 45 coletivos espalhados pelo Brasil, o Natora Coletivo reúne músicos, bandas, produtores culturais e musicais, profissionais de teatro e profissionais de mídia e desing num objetivo comum: o desenvolvimento da cultura autoral e independente.

A perspectiva do Natora Coletivo, assim como em outros coletivos do país, é trabalhar entre os agentes culturais a economia solidária como instrumento articulador. Esta dinâmica além de facilitar a circulação da cultura, por diminuir custos de produção e potencializar as diversas etapas da cadeia produtiva deste processo, permite a troca de experiências entre os coletivos, constituindo uma unidade heterogênea fundamental para o desenvolvimento da cultura independente no Brasil.

Além disso, o Natora Coletivo visa a sustentabilidade da sua produção, e se propõe a descobrir novos caminhos para ampliar suas atividades, além da já conhecida e envelhecida indústria cultural. Todos estes fatores também contribuem para a formação de um público consumidor que se interesse pela diversidade e pelo trabalho autoral, pois a unidade de conduta formada pelos coletivos atua como um prisma que dissemina o trabalho autoral em seus respectivos domínios.