Nesta sexta, dia 16/07, duas bandas pernambucanas estarão no Bronx. Anjo Gabriel e Quarto Astral. O show faz parte da Mini Tour de lançamento do EP da Quarto Astral(PE). Os ingressos estarão a 5 reais e os shows começam ás 23h. As bandas ainda passarão por Garanhuns, Recife e João Pessoa.

Confira a entrevista que o Natora fez com o Bruno Gambarra, baixista da Quarto Astral:
Bruno: A primeira vez que fomos à Campina Grande foi lindo, maravilhoso! Tocamos no projeto do Grito do Natora com a Nova Consciência. Não tinha como ter sido melhor! Com a nossa nova ida pra esses lados interioranos, para o lançamento do Ep, vai ser ainda mais lindo...
E sobre o disco? Como e onde ele foi feito? O que há de evolução no som do Grito Rock para cá?
Bruno: Do Grito pra cá muito rock rolou. Esse nosso Ep está muito mais limpeza que o anterior.

Regravamos uma música antiga e outras quatro novas. O processo de gravação foi no LumoEstudio com Carlinhos, mixagem e master no Estudio Casé em piedade, com Casé e Peter. As gravações foram meio que ao vivo, com direito a jams que nunca havíamos ensaiado antes, com frasesinhas inéditas no dia da gravação... na correria, mas ficou pesado! Estamos super satisfeitos.
O processo de composição se dá muito por jam's ou as músicas são compostas de maneira isolada e no estúdio vocês finalizam?
Bruno: Como a banda é composta por eu, meu irmão e um grande amigo na batera, geralmente eu e Thiago fazemos a música em casa, numa jam, levamos para o studio, fazemos uma jam em cima dela, aí começamos a "firular" e finalizar as músicas... Mas, inclusive, da gravação pra cá, algumas músicas já foram alteradas... acabamos enjoando, de umas coisas, aí prolongamos, encurtamos e tal... e acabamos sempre mudando umas músicas, de ensaio pra ensaio...
E sobre o lançamento do EP. Ele estará disponível onde?
Bruno: Depois do lançamento que acontecerá Quita agora, 15/07, disponibilizaremos ele na internet e à venda nas banquinhas do circuito mais próximas de você. Recomendamos a compra do Ep, lógico, porque ele tá bem bonitinho, com miniencarte e tudo. Mas se quiser baixar, deixaremos na rede. Será lançado no myspace também logo após os shows... acho que vão curtir.
Hoje, é muito comum a idéia de que o material físico morreu. Como você avalia isso? Concorda com essa idéia?
Bruno: Ontem fui em uma livraria aqui de Recife com meu irmão comprar um disco, acabamos voltando com o Electric Ladyland e o On an Island. Comprei também outro dia o Ep da Rinoceronte e da Sex on the Beach. Com base na evolução da internet coisa e tal acho que não tinha como o material físico se manter sempre presente, mas o que é de qualidade tende a ser valorizado pelo usuário. Em se tratando de Rock, o roqueiro sempre vai querer ter o disco/ep original e o fará assim que possível. Então é tudo muito relativo...
Você está morando há pouco tempo em Brasília, com esse tempo em BSB, dá pra perceber algumas diferença e semelhanças entre as cenas do centro Oeste e do Nordeste? Ou todo mundo tá fazendo e se organizando de modo parecido?
Bruno: Esse tempo que eu passei em Brasília, com o convívio da galera de Taguatinga, do coletivo Cultcha, especificamente (inclusive Diego da Valdez, banda do Cultcha, vai participar da minitour com a gente, tocando algumas musicas juntos na guitarra), cheguei a conclusão que fazer rock lá é mais facil do que aqui.
Mesmo? Quais as razões?
Bruno: Nós aqui no Nordeste temos muita regionalidade, muita cultura que o governo não pode deixar ser perdida. Por isso tanto incentivo pra esse lado cultural regional. Em Brasilia, pelo que percebi, o rock está muito presente, e por não haver a necessidade de se fometar tão pesadamente outra coisa, o rock acaba conseguindo mais espaço. Isso é foda demais por lá... todo canto, toda noite, rola um rock diferente... e isso é lindo!
Conheça as bandas:

Quarto Astral
A Quarto Astral busca explorar o rock em sua essência, tal como era feito nos anos 60 e 70: psicodelia, rock n' roll e progressividade regadas com muitos solos de guitarra e improvisos, sem o rumo tradicional de início, meio e fim, mas sim com um início... e um fim na hora certa. Suas letras tratam do elemento natural e humano, suas interferências e discrepâncias, quatro dimensões coerentes com a realidade (ou não), cantadas pelas três vozes da banda.
Em setembro de 2009, a banda iniciou sua parceira com o Lumo Coletivo e, conseqüentemente, com o Circuito Fora do Eixo – grupos que, por meio do cooperativismo, da economia solidária e outros embasamentos dentro desta ideologia, buscam a troca de bens e serviços culturais. A idéia é facilitar o intercâmbio e a produção cultural em Pernambuco e nas zonas externas aliadas ao Circuito Fora do Eixo, distribuídas por mais de 40 coletivos por todo o Brasil.
Anjo Gabriel
Anjo Gabriel
"Anjo Gabriel é Psicodélica. Com ecos da cena udigrudi dos anos 60 e 70”. Para complementar a equação adicione o Kraut Rock alemão produzido nos anos 70 e todo ácido que é possível diluir em sons incrivelmente caóticos, que se entrecruzam e soam como aglomerados de galáxias agonizantes perdidas em corredores de tempo e espaço. Tempo e espaço inclusive são elementos extremamente fluidos, proporcionando uma intensa viagem de surrealidade rock’n’roll.
A banda formada em 2005 vem desde então tocando em eventos undergrounds e formando um publico cada vez maior. A principal característica da banda é a sua sonoridade que busca, através de suas performances, trazer de volta o ambiente sonoro das décadas de 60 e 70, não apenas nas musicas, mas em relação aos timbres, composição e indumentária da banda, tudo isso remete á essas décadas que na visão da banda foi o ápice da criação musical. Atualmente o grupo está em fase de finalização de seu primeiro disco que será lançado em LP duplo.
Vai rolar um rock!
ResponderExcluirEsse rock vai ser bom hein! tá bonito na foto hein mago! hehehe
ResponderExcluirDiego