terça-feira, 13 de julho de 2010

Anjo Gabriel(PE) + Quarto Astral(PE) em Campina Grande

Nesta sexta, dia 16/07, duas bandas pernambucanas estarão no Bronx. Anjo Gabriel e Quarto Astral. O show faz parte da Mini Tour de lançamento do EP da Quarto Astral(PE). Os ingressos estarão a 5 reais e os shows começam ás 23h. As bandas ainda passarão por Garanhuns, Recife e João Pessoa.




Confira a entrevista que o Natora fez com o Bruno Gambarra, baixista da Quarto Astral:

Vocês, depois de 5 meses, estão de volta a Campina Grande. As impressões foram boas da última vez? Como vai ser agora no lançamento do disco?

Bruno: A primeira vez que fomos à Campina Grande foi lindo, maravilhoso! Tocamos no projeto do Grito do Natora com a Nova Consciência. Não tinha como ter sido melhor! Com a nossa nova ida pra esses lados interioranos, para o lançamento do Ep, vai ser ainda mais lindo...

E sobre o disco? Como e onde ele foi feito? O que há de evolução no som do Grito Rock para cá?

Bruno: Do Grito pra cá muito rock rolou. Esse nosso Ep está muito mais limpeza que o anterior.
Regravamos uma música antiga e outras quatro novas. O processo de gravação foi no LumoEstudio com Carlinhos, mixagem e master no Estudio Casé em piedade, com Casé e Peter. As gravações foram meio que ao vivo, com direito a jams que nunca havíamos ensaiado antes, com frasesinhas inéditas no dia da gravação... na correria, mas ficou pesado! Estamos super satisfeitos.

O processo de composição se dá muito por jam's ou as músicas são compostas de maneira isolada e no estúdio vocês finalizam?

Bruno: Como a banda é composta por eu, meu irmão e um grande amigo na batera, geralmente eu e Thiago fazemos a música em casa, numa jam, levamos para o studio, fazemos uma jam em cima dela, aí começamos a "firular" e finalizar as músicas... Mas, inclusive, da gravação pra cá, algumas músicas já foram alteradas... acabamos enjoando, de umas coisas, aí prolongamos, encurtamos e tal... e acabamos sempre mudando umas músicas, de ensaio pra ensaio...


E sobre o lançamento do EP. Ele estará disponível onde?

Bruno: Depois do lançamento que acontecerá Quita agora, 15/07, disponibilizaremos ele na internet e à venda nas banquinhas do circuito mais próximas de você. Recomendamos a compra do Ep, lógico, porque ele tá bem bonitinho, com miniencarte e tudo. Mas se quiser baixar, deixaremos na rede. Será lançado no myspace também logo após os shows... acho que vão curtir.

Hoje, é muito comum a idéia de que o material físico morreu. Como você avalia isso? Concorda com essa idéia?

Bruno: Ontem fui em uma livraria aqui de Recife com meu irmão comprar um disco, acabamos voltando com o Electric Ladyland e o On an Island. Comprei também outro dia o Ep da Rinoceronte e da Sex on the Beach. Com base na evolução da internet coisa e tal acho que não tinha como o material físico se manter sempre presente, mas o que é de qualidade tende a ser valorizado pelo usuário. Em se tratando de Rock, o roqueiro sempre vai querer ter o disco/ep original e o fará assim que possível. Então é tudo muito relativo...


Você está morando há pouco tempo em Brasília, com esse tempo em BSB, dá pra perceber algumas diferença e semelhanças entre as cenas do centro Oeste e do Nordeste? Ou todo mundo tá fazendo e se organizando de modo parecido?

Bruno: Esse tempo que eu passei em Brasília, com o convívio da galera de Taguatinga, do coletivo Cultcha, especificamente (inclusive Diego da Valdez, banda do Cultcha, vai participar da minitour com a gente, tocando algumas musicas juntos na guitarra), cheguei a conclusão que fazer rock lá é mais facil do que aqui.

Mesmo? Quais as razões?

Bruno: Nós aqui no Nordeste temos muita regionalidade, muita cultura que o governo não pode deixar ser perdida. Por isso tanto incentivo pra esse lado cultural regional. Em Brasilia, pelo que percebi, o rock está muito presente, e por não haver a necessidade de se fometar tão pesadamente outra coisa, o rock acaba conseguindo mais espaço. Isso é foda demais por lá... todo canto, toda noite, rola um rock diferente... e isso é lindo!


Conheça as bandas:

Quarto Astral

A Quarto Astral busca explorar o rock em sua essência, tal como era feito nos anos 60 e 70: psicodelia, rock n' roll e progressividade regadas com muitos solos de guitarra e improvisos, sem o rumo tradicional de início, meio e fim, mas sim com um início... e um fim na hora certa. Suas letras tratam do elemento natural e humano, suas interferências e discrepâncias, quatro dimensões coerentes com a realidade (ou não), cantadas pelas três vozes da banda.
Em setembro de 2009, a banda iniciou sua parceira com o Lumo Coletivo e, conseqüentemente, com o Circuito Fora do Eixo – grupos que, por meio do cooperativismo, da economia solidária e outros embasamentos dentro desta ideologia, buscam a troca de bens e serviços culturais. A idéia é facilitar o intercâmbio e a produção cultural em Pernambuco e nas zonas externas aliadas ao Circuito Fora do Eixo, distribuídas por mais de 40 coletivos por todo o Brasil.


Anjo Gabriel

Anjo Gabriel

"Anjo Gabriel é Psicodélica. Com ecos da cena udigrudi dos anos 60 e 70”. Para complementar a equação adicione o Kraut Rock alemão produzido nos anos 70 e todo ácido que é possível diluir em sons incrivelmente caóticos, que se entrecruzam e soam como aglomerados de galáxias agonizantes perdidas em corredores de tempo e espaço. Tempo e espaço inclusive são elementos extremamente fluidos, proporcionando uma intensa viagem de surrealidade rock’n’roll.
A banda formada em 2005 vem desde então tocando em eventos undergrounds e formando um publico cada vez maior. A principal característica da banda é a sua sonoridade que busca, através de suas performances, trazer de volta o ambiente sonoro das décadas de 60 e 70, não apenas nas musicas, mas em relação aos timbres, composição e indumentária da banda, tudo isso remete á essas décadas que na visão da banda foi o ápice da criação musical. Atualmente o grupo está em fase de finalização de seu primeiro disco que será lançado em LP duplo.

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