terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Programação Musical do Encontro da Nova Consciência


Divulgada a programação dos shows do Encontro da Nova Consciência - Campina Grande(PB).
Os shows do palco principal começam a partir das 22h na Praça Epídio de Almeida(SESC Centro).




Para ficar por dentro dos shows, o Encontro da Nova Consciência e o Natora Coletivo mostra quem é quem na programação dos shows. Confiram abaixo algumas informações sobre todas as atrações!

CABEZAS DE CERA(MÉXICO)

Cabezas_de_Cera.jpg

Vindos do México, a banda instrumental Cabezas de Cera traz consigo um som próprio ao misturar um pouco do folclore mexicano com a experimentação do rock e tantos outros ritmos que já fazem parte da cultura internacional. O trio se utiliza de instrumentos diversos como guitarra de 12 cordas, violão, tricórdio, sax, flauta, controlador midi e percussões eletrônicas e acústicas para criar uma música envolvente. Mauricio Sotelo, Paco Sotelo e Ramses Luna transpõem narrativas do visível para o sonoro. A cada mudança de música ao vivo, um novo instrumento musical vai sendo incorporado para compor a trama e, assim, a banda vai demonstrando suas influências musicais. Cabezas de Cera já tem 15 anos de existência, seis discos e um DVD, sendo seu trabalho mais recente o album “Hecho en Mexico”, de 2007.




Criado estritamente para apresentações ao vivo, o BNegão SoundSystem é um projeto do rapper BNegão junto com Pedro Selector [trumpetista e vocal dos Seletores de Frequência] e Dj Castro [ex-Quinto Andar, atual Black Alien].

Com bases eletrônicas potentes em um set explosivo, o repertório resgata os sons eletrônicos dos Seletores de Frequência - já que hoje a banda toca 100% orgânico em suas apresentações. Músicas como Enxugando Gelo e Dorobô são tocadas em suas versões originais.

O SoundSystem também traz as célebres parcerias desenvolvidas pelo rapper ao longo do tempo, como "Sorriso Aberto"[Digital Dubs], "Fundamental" [Marcelinho da Lua] e "Caixa Preta" [Curumin]. E o Trio também traz boas novas, como os experimentos originais na mescla de Samba de Raiz com Funk Carioca e Reggae..

O negocio é esse: música pra dançar, pra se mexer e para pensar; tudo junto...


BURRO MORTO(PB)


_burro_morto.jpg

O Burro Morto surgiu mutilado, teve seus retalhos re-costurados e agora percorre os caminhos sonoros atento às cores e nuances. Respira groove, enche os pulmões de psicodelia, entorta os compassos e regurgita melodias inusitadas.
A inspiração vem do sangue que passeia pelas veias negras da terra antiga, que sai de Lagos, passa pelas dunas de areia escaldante, chega a Addis Ababa, escorre pelos ouvidos jazzistas no norte, desce ao estômago do deep funk e deságua novamente no terceiro mundo. É África-Brasil, via o jazzy groove gringo.
Esse emaranhado de cabos, filtros, delays, climas, cinismo e subversão é manipulado por cinco mentes ácidas: Haley (microkorg, escaleta, orgão), Daniel Ennes Jesi (contrabaixo), Ruy José (bateria) e Léo Marinho (guitarra). Nos idos de 2007 lançaram um EP, Pousada bar, tv e vídeo, com o qual conquistaram almas e mentes worldwide.
Em 2008, o grupo finalizou seu segundo EP, “Varadouro”, lançado digitalmente pelo selo californiano One Cell Records. Através da excelente repercussão do EP, o Burro Morto realizou uma bem sucedida turnê em São Paulo, tocando em casas como CB Bar, Studio SP, Berlin e Bleeckers Street, além de ter participado do projeto “Agulha, bolachão e microfone”, no Sesc Pompéia. Participou também da Feira da Música, em Fortaleza – CE, e do festival Coquetel Molotov, em Recife, um dos festivais mais renomados da cena independente. Fechando o ano, participou do Festival Universo Paralello, na Bahia. Uma de suas músicas integrou uma coletânea lançada pela Revista +Soma, a “+Soma Amplifica”, a qual teve tiragem de 10.000 cópias e foi distribuída gratuitamente em diversas capitais do país. Recentemente, o Burro Morto teve o projeto de produção do seu primeiro álbum aprovado pelo Pixinguinha, programa cultural da Funarte e Ministério da Cultura, que será executado em 2009.


CABRUÊRA(PB)


cabruera.jpg

A CABRUÊRA está a 10 anos na estrada tocando para platéias dos mais diferentes idiomas, com passagens por importantes festivais no Brasil e na Europa. Formada por alunos da Universidade Federal da Paraíba, em Campina Grande (PB), a banda reúne quatro músicos com diversas influências, desde o cancioneiro popular da Paraíba, até a música eletrônica. Realizou diversas turnês no Brasil e no exterior e gravou os CDs Cabruêra (2000), Samba da Minha Terra (2004) e Sons da Paraíba (2005) Participou de festivais na Inglaterra, Dinamarca, Itália, República Tcheca, Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Suíça e Portugal, e seu segundo álbum foi lançado mundialmente em 2005 pela gravadora alemã Piranha Records. Teve músicas incluídas em diversas coletâneas lançadas no Brasil, Japão, EUA, Portugal, França e Alemanha. Também teve músicas sincronizadas em filmes e documentários no Brasil, EUA e Europa. Dos festivais no exterior destacam-se o MIDEM na França, o Roskilde na Dinamarca, a POPKOOM na Alemanha, WOMAD na Itália e o Montreux Jazz Festival na Suíça. No Brasil o grupo tem passagem pelo Abril Pro Rock, Goiânia Noise, Rec Beat, Mada, Calango, Porto Musical, Feira Musica Brasil entre diversos outros. Em 2008 o grupo participou do programa Som Brasil da Rede Globo em homenagem a Luiz Gonzaga e realizou sua décima turnê pela Europa. Atualmente está concentrada na produção do seu próximo álbum que terá o patrocínio da Petrobras Cultural e estará disponível gratuitamente no site Overmundo.



SEX ON THE BEACH(PB)


sotbfoto.jpg

O rock-and-roll começa a dar as caras também em Campina Grande. Sex on the Beach é o nome de uma ótima banda de surf music instrumental. Surf music em Campina Grande? “Sim, porque não?!”, responde o baixista Marlo Simaskowsk. “O maior festival de surf music no Brasil fica em Belo Horizonte”, acrescenta.

O grupo foi formado em janeiro deste ano, com o nome tirado do famoso drink que Marlo, Diogo Pafa (guitarra), Rômulo Omena (guitarra) e Tonny Lira (bateria) dão a receita no primeiro EP da banda, o divertidíssimo Wanna some Sex On The Beach?. “Vodca”, “Cranberry juice”, “Orange juice”, “Pineapple juice” são algumas das faixas, e dos ingredientes para o drink. “Cranberry juice” traz uma ótima versão para “É proibido fumar”, de Roberto e Erasmo. Os campinenses fazem surf music instrumental, conforme reza a tradição. E fazem bem. Seguem a cartilha de Dick Dale, The Ventures e, mais recente, da banda croata The Bambi Molesters. “Temos influências variadas”, diz Marlo. “Eu gosto muito de Mutantes, Secos e Molhados, Radiohead, Sonic Youth, jazz e blues. Outros gostam de ska e outros de hardcore e por aí vai”. Os ingredientes, claro, estão destilados em um dos mais empolgantes sons atuais da Paraíba."

"Não há reverb que resista e nem delay que não deseje se misturar aos ecos tribais da surf music. E nos arredores universitários de Campina Grande a tradição não se faz contrária. O saudoso Bondocongó de Jackson do Pandeiro transforma-se em Bodocongó's Pipeline, mostrando que a canoa virou prancha e deu lugar a um dos ritmos que construíram o rock. Com a influência gerada pelas primeiras aparicões da surf music em formato brazuca, a Sex on The Beach sente o cheiro do mar nos primeiros discos do Rei Roberto, permitindo que a fumaça apareça e que a maresia invada o agreste e inunde o sertão, ..isso é surf de açude, pra quem insiste em achar que essa onda só quebra na areia das praias..."


PATA DE ELEFANTE(RS)


pata-3.jpg

A banda Pata de Elefante surgiu em janeiro de 2002, formada por Gabriel Guedes, Daniel Mossmann e Gustavo Telles. O trio se diferencia por fazer rock instrumental com ênfase nas melodias. São canções instrumentais que atingem em cheio ao público acostumado a ouvir música com vocal. Gabriel Guedes e Daniel Mossman revezam entre guitarra e baixo, imprimindo a dupla sonoridade característica do grupo, sustentada pela bateria de Gustavo Telles.
Os três são compositores, o que faz com que a Pata de Elefante soe heterogênea, mas com unidade. Em estúdio a banda procura dar às músicas o que cada uma necessita, priorizando timbres arranjos e execução. Ao vivo, "o bicho pega", são performances viscerais! Ao dispensar palavras e optar por canções instrumentais "a Pata segue destruindo e recosntruindo o caminho da música instrumental brasileira de forma marcante e sem volta”, sentencia a jornalista Adreana Oliveira, editora on- line do Correio de Uberlândia e que acompanha de perto o cenário independente brasileiro.



OS THE DARMA LOVERS(RS)


porto-alegre-agenda-simplesmente-novo-disco-banda-os-the-darma-lovers.jpg


O mundo entrava no turbulento século XXI quando Nenung e Irínia -dois praticantes de meditação - descobrem que suas vozes somadas tem uma vibração extraordinária e decidem fazer canções sobre o que vivem e acreditam, do amor ao desapego, daimpermanência à alegria para inspirar reflexão sem perder a leveza.
Criam então Os the Darma Lóvers (algo como “os amantes do caminho interno”):uma mixagem de folk na tradição Dylanesca comtempero brasileiro, rasgadas de rock psicodélico e colorido pop => estilo, ousadia & poesia. Quase sem querer viram hit no sul do país com a música´Seres Extranhos´ já com a essência diferencial de suas letras e vozes e a partir daí passam a produzir as canções que dão no seu 1º Cd: “Os the Darma Lóvers”, radicalmente acústico e orgânico instantes antes da febre acústica assolar a música mundial: Antecipação.

Seguem-se os shows, o reconhecimento e um novo Cd em 2002, o eletrorgânico “Básico” com as clássicas Bróder Anjo e Sr.da Dança. Em plena ascensão Chagdud Rinpoche - professor tibetano da dupla - convida Nenung para um retiro meditativo de quase 2 anos. Os D.L.s saem de cena: Prioridades.
Voltam em 2005 mais afiados e afinados que nunca já acompanhados de 4nazzo/ guitarra, Sassá/ percussão e Th/ baixo e piano. Gravam o Cd “Laranjas do Céu” com a participação de 12 dos principais produtores do país reunindo um coletivo criativo e inovador. O Cd é lançado na Europa pelo sêlo francês Nacopajaz (www.nacopajaz.fr) por onde Os Lóvers vão excursionar com umaentusiasmada aceitação de público e crítica a ponto de serem apontados pelo jornal Libèration como um dos melhores álbuns de 2008: Universo em expansão.






TOTONHO E OS CABRA(RJ)


sabotador-de-satelite.jpg

Compositor, produtor e cantor, Totonho nasceu em 1964 na cidade de Monteiro, na Paraíba. Lá foi vendedor de buchada de bode e assistiu à muitas cantorias de repentistas da região. Foi quando teve seu primeiro contato com a música. "Minha casa vivia cheia de gente, então me acostumei a vê-los pela casa. Você sabia que Monteiro foi durante muito tempo considerada a Meca dos repentistas nordestinos?" Com nove anos de idade, Totonho montou a banda Os Renegados, que tocava com latas (guitarra de lata, bateria de lata e afins). "Foi ali que começou tudo e me tornei compositor". Em 82 resolveu que queria mesmo seguir a carreira de músico. Foi para João Pessoa, onde fundou o Musiclube da Paraíba, uma cooperativa de compositores por onde passaram nomes como Chico César, Jarbas Mariz e os irmãos Pedro Osmar e Paulo Ró, entre outros. Durante cinco anos, Totonho participou do projeto Tocar Por Prazer (um grupo de baixistas, guitarristas, vocalistas, compositores, etc...) cantando e tocando violão em João Pessoa. Nesse mesmo período cursou Faculdade de Arte e Educação e deu início à um trabalho social, junto às comunidades.... Já premiado e conhecido como um dos melhores compositores da região, no final de 88 foi para o Rio de Janeiro fazer uma pós-graduação e tentar a vida como músico. Enquanto isso Totonho continuava compondo e em 96 abriu shows de Geraldo Azevedo, João Bosco e outros. No final do ano se uniu com outros músicos formando Totonho e os Cabra. Depois de participar e se classificar no Projeto Pixinguinha, estreou em março de 97 uma turnê por sete capitais brasileiras. Depois foi ocupando os espaços possíveis no Rio (festas, bares, circuito "alternativo baixo", todo canto como ele mesmo diz). Até que em 99, uma demo foi parar nas mãos do produtor musical Carlos Eduardo Miranda. O resultado foi o álbum homônimo Totonho e Os Cabra, que mostra bem a cara do dono. "Sou melhor compositor. Eu parto da palavra: daí faço uma frase, desmancho, faço outra, mudo, transformo, busco um sinônimo... Eu sou tipo um pedreiro que vai quebrando um tijolo até ele caber em sua construção." Comunidade Alternativa Em quatro anos ainda não tinha conseguido se firmar como músico, mas já tinha sua ONG Projeto Ex-Cola, a partir de um trabalho social que tinha se engajado no Circo Voador. Aliás, o trabalho social é um capítulo à parte na biografia de Totonho. "Já fui alfabetizador de uma comunidade indígena e hoje, no Rio, continuo o trabalho social através de um programa de rádio do Circo Voador, que ajuda a comunidade do bairro da Lapa. Um dos projetos, o OBA - Oficinas Básicas de Arte, que tem como base de trabalho a cultura contra a violência. A idéia, além de discutir os problemas da comunidade, é trazer também nomes novos e conhecidos da música do Rio. Já passaram pelo programa de Totonho (clique em entrevista, no menu ao lado) nomes como Fausto Fawcett, Jards Macalé, Farofa Carioca, Fernanda Abreu e Moreno Veloso, entre outros.


TONINHO BORBO(PB)

tbpost.jpg

Toninho Borbo nasceu em Campina Grande-Paraíba-BRASIL e teve o inicio da sua história musical no FESTIMUSI, festival realizado em Campina Grande na década de 90. Em 2001 realiza o seu primeiro show solo, Razão Profana, no 26° Festival de Inverno de Campina Grande. Gravou o primeiro trabalho Do Beco ao Eco em 2003 e surgiu como fenômeno local. Em 2005 grava um CD demo que teve a 3ª faixa vencedora de uma promoção nacional de uma habilitadora de celular. A partir de então marca presença em vários Festivais de Inverno e Bienais de arte e cultura pelo país. Em 2007 lança o álbum PARA FINS DE MERCADO, pelo Fundo Municipal de Incentivo a Cultura, com muito boa aceitação da crítica. O álbum PARA FINS DE MERCADO levou Toninho a fazer turnê de ocupações das salas dos Centros Culturais Banco do Nordeste no interior da Paraíba e Ceará em maio de 2008 e no mesmo ano a FEIRA DE MÚSICA DE FORTALEZA.


PROJETO BINÁRIO(PB)

m_06774e8abe2144998f24f9f4ef2b4865.jpg

Idealizado em meados de 2007, em meio a revolução tecnológica, placas, processadores, dar-se início ao PROJETO BINÁRIO, cujo os integrantes produzem suas músicas através de placas de processamento. Procurando ser o mais fiel ao que acreditam, nunca condicionando sua arte a nenhum tipo de padronização industrial ou conceitual.

Nestes 2 anos de participação no rap nacional, tem conquistado espaço no meio, com suas canções que relatam a vivência de cada componente, poesias descontraídas, sempre brincando com a métrica e relatando fatos do cotidiano que a maioria já passou um dia. Já dividiu palco com artistas conceituados como: Fino Coletivo, Tontonho e os Cabra, Marechal, Emicida, Konfluência, Reação da Periferia, Kaya Nativa, dentre outras.

O quarteto também é responsável pela difusão dos fundamentos da sua cultura, ministrando oficinas de rimas, produção de instrumentais, e promovendo batalhas de MCs, mantendo assim o movimento totalmente ativo em sua região.

Prestes a lançar seu segundo CD (A Arte do Código) pelo selo duMATU RECORDS, o grupo participou no final de 2008 do programa BATIDA INVERSA nº 22, rádio apoiada pelo portal BOCADA FORTE (SP) (www.bocadaforte.com.br), um dos sites mais antigos e respeitado do Hip Hop nacional.


Realização:

Encontro da Nova Consciência

Abrafin

Apoio:

Natora Coletivo

2 comentários: